SEGUINDO A VIBE MISANTROPA...

Postado por Bruna Martins , sábado, 1 de maio de 2010 16:34


...DEDICO ESTE TEXTO À ESSA MINHA NOVA FASE.
(é tão bom quando percebemos que finalmente um problema começa a desaparecer da nossa vida!)
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REVÓLVER

Hoje é o dia do retorno.
Por favor, me dê parabéns!
Retornei ao meu estado são
de conscientização
Voltei à minha caneta e ao meu papel
Sem escrever poemas e memórias
Baseados num falso delírio amoroso

Voltei.
Retornei a mim mesma
Saí da escravidão
que submeti meu coração,
os meus pensamentos
e minha alma apaixonada...e presa
aprisionada por um carinho cadeado
um abraço gaiola e um beijo mordaça.

“Liberdade ainda que tardia!”, estou berrando!
Retornei me arrastando,
Às minhas velhas poesias de sempre:
Amargas,porém sinceras.
Poesias de cara limpa.
Sem a maquiagem pesada
Idealizada pelo cupido.
Voltei a escrever e ver a vida
Na minha eterna análise diária,
Com olhos abertos,
Sem as lágrimas turvas
De um amor dorido.

Mas,ainda assim, obrigada!
Agradeço por ter sido magoada,
Escorraçada e feita de babaca
Afinal,só assim eu poderia perceber
Que você só enfeiava meus poemas
Enxendo-os de um sentimentalismo doente
Na verdade eu te agradeço. Você mesmo!
Estou falando sério!

Te agradeço,pois sem você talvez eu nem soubesse
que escrevo poemas de amor
Agradeço-te de novo pois agora
Ajuda-me a escrever poesias
Impregnadas de fel
E de dor...
E de ódio...
de um amor que se esvai a cada estrofe

De um sentimento que se acaba,morre e finda,
Ao final de cada parágrafo teu
Em todas as poesias minhas
Que abrigam seu nome e nossos momentos...
...De tormentos.

Meu bem, escrevo bem assim, sem muitas rimas,
Pra lhe dizer que de você estou correndo.
E que já não moras mais em minhas folhas

Seu reinado acabou,
No momento em que meu pranto secou,
No instante que meu revólver dedica e dispara,
O ponto final deste verso morto,
Bem no meio da sua cara!

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E pra arrematar:
Versos Íntimos
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Augusto dos Anjos
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Outros poemas ótimos desse cara:
-Budismo Moderno
-O Morcego
-Psicologia de um Vencido
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" E QUEM DISSE QUE UM HEDONISTA NÃO PODE GOSTAR DE AUGUSTO DOS ANJOS?"

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