CIO LÍRICO (ETERNA POESIA)

Postado por Bruna Martins , sábado, 1 de maio de 2010 14:13

(Ao som de Segue o Seco)

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A eterna poesia do meu corpo sangra,

Clama para ser jogada ao vento,

E encontrar-se com outras poesias,

E enamorar-se de outros corpos,

E encantar milhões de seres,

Com seus ritos e mitos e maneiras de ser.


Essa eterna poesia do meu corpo lateja,

Roga para ser jogada ao mundo,

E aproveitar a mansidão da alvorada,

Sentir o cheiro da noite nascendo louca,

Em cada boca morar, ser declamada,

Eternamente viver em cada mente,

Em cada peito viver e ser amada,

Ser derramada em terra tal qual semente.


Minha eterna poesia tira a roupa,

Se desnuda e se mostra,

para qualquer um que quiser lhe ter,

E se entrega submissa,

E emociona nesse cio lírico:

O cio de se dar sem receber.


(Junho/2006)


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